ChancelariaOuvidoriaUniversidadeWebmail
 
Imprimir a página Procura no Site Mapa do Site
Selecione a unidade:
Matrícula:
Senha:

Páscoa

Mensagem de Páscoa

 

Marcos 15: 16-37

 

O Cristianismo é a única religião do mundo que faz uma festa para comemorar os sofrimentos e a morte trágica de seu fundador. Todo ano, nesta época da semana chamada “Santa,” cristãos em todo mundo realizam encontros, celebrações e cultos cujo centro é o sofrimento de Jesus Cristo ao ser negado, traído, preso, julgado, torturado, crucificado e morto pelos líderes judeus de sua época como um criminoso comum.

 

Quais as razões para isto? Podemos enumerar as seguinte:

 

1) Os cristãos entendem que os sofrimentos e a morte de Cristo foram meritórios, isto é, eles obtiveram méritos diante de Deus. Quando nós, seres humanos, sofremos, estamos simplesmente, num certo sentido, recebendo o que merecemos por causa de nossos pecados gerais e particulares. Na teologia cristã, baseada no que o apóstolo Paulo escreveu na carta aos Romanos, todos pecaram e carecem da glória de Deus. Não há um justo, um sequer (Rom 3:23). Portanto, nossos sofrimentos não apagam nossa culpa, não contrabalanceam nossas iniqüidades e nem adquirem créditos para nós diante de Deus, como ensinam algumas religiões. Sofrimento não purga a culpa. Ao contrário da nossa situação, os sofrimentos de Cristo têm poder para purgar, purificar, perdoar e cancelar culpas e pecados, pois Ele, diferentemente de nós, não era pecador. Não tinha pecado, nunca cometeu uma falta, era realmente justo e perfeito.

 

2) Exatamente porque Jesus Cristo não tinham pecado algum e nenhuma culpa, os méritos obtidos pelos seus sofrimentos e por sua morte podem ser transferidos e aplicados a pecadores. Ou seja, seus sofrimentos foram vicários. É aqui que o Cristianismo se distancia de outras religiões, pois é a única onde os sofrimentos do fundador são considerados a base real para o perdão de pecados de seus seguidores. Na teologia cristã, isto se chama de substituição. Como representante, Jesus Cristo sofreu e morreu em lugar de pecadores, substituindo-os na cruz, assumindo o lugar deles como culpado e recebendo por eles a penalidade da morte.

 

3) Os sofrimentos e a morte de Cristo foram suficientes e  eficazes. Em outras palavras, nada mais resta a ser feito para que pecadores sejam perdoados por Deus, aceitos como Seus filhos e agraciados com Seu favor. Jesus Cristo teria feito tudo o que era necessário, de maneira eficaz, suficiente e final, para pagar toda e qualquer culpa e para livrar pecadores de toda e qualquer condenação e castigo merecidos por seus pecados. O que se requer dos pecadores é que se arrependam de seus pecados e recebam, pela fé, Jesus Cristo como único e suficiente Salvador.

 

Aqui temos outra diferença fundamental do Cristianismo e outras religiões. No Cristianismo, os pecadores são aceitos por Deus com base nos méritos alheios, de Cristo, e não nos seus próprios – que não existem. A justiça que recebem vem de fora, é externa e não interna.  O perdão é graça e não direito adquirido. E tudo isto é pela fé e não por obras.

 

Não é sem razão que os cristãos fazem festa durante a semana chamada “santa”.

 

 

Augustus Nicodemus Lopes

Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie